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PLATAFORMA DE CRÍTICA TEATRAL DO ALENTEJO
Um espaço para pensar e divulgar o teatro português contemporâneo


Encantar para resistir: atravessamentos de Curupira Ternura Selvagem.
Há espectáculos que não apenas se assistem — encantam. Curupira Ternura Selvagem co-produção das companhias Mente de Cão e Baileia, é um desses raros acontecimentos cénicos. Necessário, urgente e sensível, foi, sem exagero, um dos espectáculos mais belos que assisti em 2025. Apresentado numa tarde marcada por uma chuva torrencial que caía sobre Montemor-o-Novo, o espectáculo acontecia como um abrigo poético dentro do teatro. Enquanto a água banhava a cidade, a cena instaurava
21 de jan.3 min de leitura


Estar inacabado assusta? Um radar 360 sobre corpos, erros e circo contemporâneo.
Eram 11:00 horas da manhã do dia 20 de novembro de 2025. Em Montemor-o-Novo, dirigi-me ao Jardim do Mercado Municipal e, no meio de uma praça pública, integrado num mercado de Natal, avistei algo que parecia ser uma estrutura insuflável cinzenta, de aspecto futurista. Essa estrutura irrompia no espaço e despertava imediatamente a curiosidade das crianças e de todos os que por ali passavam. Aproximar-me tornou-se inevitável: havia algo naquele objeto deslocado do quotidiano qu
9 de jan.4 min de leitura


Quem Somos Quando Entramos nos Carrinhos de Choque?
Por Iago de Melo “Um convite a embarcar numa viagem vibrante e imprevisível pelo universo do circo contemporâneo” era assim que se apresentava, na sinopse, o espetáculo “Eu Quero é Andar de Carrinhos de Choque”, do INAC – Instituto Nacional de Artes do Circo, de Vila Nova de Famalicão. Os carrinhos de choque chegaram a Évora no dia 19 de dezembro de 2025. O acontecimento desafiou o público a entrar num delírio de corpo e voz, algo observável através das ações e sonoridades p
1 de jan.4 min de leitura


Bonecos de Santo Aleixo: o Auto do Nascimento do Menino Jesus sob um olhar crítico.
Crítica teatral de Iago de Melo No dia 16 de Dezembro de 2025, às 19h00, o Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende, em Évora, acolheu o espetáculo Bonecos de Santo Aleixo – Auto do Nascimento do Menino Jesus, reafirmando a vitalidade de uma das mais singulares tradições do teatro popular português. Logo à entrada no Salão Nobre, antes mesmo de qualquer gesto cénico, algo se impunha como acontecimento: a presença significativa de pais e mães acompanhados dos seus filhos. Em
18 de dez. de 20255 min de leitura
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